Arquivo do mês: setembro 2009

Hasselblad lança H4D-50 e H4D-60

Tenho certeza que muitos de vocês aguardavam apenas esse lançamento para atualizar suas câmeras!

Pois bem, a Hasselblad (nunca ouviu falar? Ok, a marca trabalha com médio formato, ou seja, sensores bem maiores – e caros! – do que estamos acostumados. Não é pra qualquer um não) lançou nessa semana suas mais novas câmeras, a H4D-50 e H4D-60. Ambas são upgrades às versões anteriores, chamadas de H3D. Entre as novidades, estão um novo sistema de foco (True Focus) e um novo software para o processamento de suas imagens (Phocus 2.0).

Vou guardar o preço pro final…

Nova Hassy

Nova "Hassy"

Primeiro, vamos listar alguns probleminhas de ambas as câmeras:

– Apesar do novo sistema de foco, ele certamente não está a par das DSLR (não sei nem se acompanha as melhores compactas! Não importa, essas câmeras são operadas geralmente em foco manual);

– A qualidade das imagens em ISOs altos certamente também não chega nem perto das DSLR, nenhuma delas, nem a mais simples. Sem problema, essas câmeras geralmente não são utilizadas acima de ISO100;

– Não vi esse detalhe, mas não tenho dúvida de que o LCD externo deve ter uma qualidade passável, no máximo. Nada comparável aos últimos LCDs de alta resolução encontrados até em câmeras compactas;

– A câmera é pesada e lenta. Nada de 5 frames por segundo. Nada de usá-la fora de um tripé…

Quanto será que custa uma tranqueira dessas?! 10, 20 dólares??

19.995.

Euros.

A mais barata.

28.995 a mais carinha… euros again, of course! Dólar é tão 2008… :-)

“Ô pesinho de porta caro esse!”, você pode ter pensado. O que ela tem de bom, afinal?? O que as câmeras médio formato se propoem a oferecem: qualidade de imagem.

Não, sério. QUALIDADE de imagem. Imagens com resolução absurda, fidelidade de cor imbatível, dynamic range altíssimo, nível de detalhe, se me permitem dizer, insano. Isso tudo acompanhado de lentes com qualidade igualmente acima de qualquer suspeita, claro. Dêem uma olhada nessas comparações e vão entender do que eu estou falando.

Ah, eu mencionei resolução absurda?! Sim, H4D-50 e H4D-60 indicam, nos próprios nomes, a quantidade de megapixels: “só” 50 e 60Mp, respectivamente. :-)

Não são câmeras para qualquer um. Aliás, para quase ninguém: serão utilizadas principalmente por grandes estúdios, em ambientes totalmente controlados, ou por fotógrafos realmente experientes e renomados de landscape , que é o tipo de assunto que mais se beneficia das qualidades e que não é tão afetada pelos supostos defeitos que citei acima. E claro, para gerar impressões gigantescas, com alguns metros de largura, pelo menos. Ninguém vai usar um monstro desses para imprimir fotos 10×15!

Ah, sim… já ia esquecendo das lentes! Esse é o preço do corpo da câmera, lógico! Além disso, você precisaria comprar algumas lentes para acompanhar. Se me permitem sugerir, optaria pela 28mm F4 ($3290), 50mm F3.5 ($2525) e 120mm F4 Macro ($2890). Mais uma vez, amigos: euros!

Se eu pudesse, teria uma? Sem dúvida!

Aceito doações… :-)

Nova "Hassy"

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E subjetividades…

(Continuação da postagem anterior)

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Tão Perto, Tão Longe

Com essa imagem, procurei retratar uma separação. Obviamente, essas duas pessoas não formavam um casal, sequer se conheciam. Mas de meros transeuntes, tornaram-se manifestação de um sentimento que todos nós já experimentamos em algum momento.

O sentimento transmitido é real? Depende de como você definiria a realidade. Para os protagonistas, não havia qualquer sensação de melancolia, visto que apenas dirigiam-se aos seus trabalhos ou famílias, apenas continuavam suas vidas sem imaginar que, pelo simples fato de fazerem isso, formariam um ótimo assunto.

Pode-se retratar o mesmo assunto de diversas - e criativas - maneiras

Ou seja, sabemos que o assunto é de certa forma “artificial”, já que ele transmite sentimentos que não estavam presentes para os interlocutores.

Mas e para quem a observa? Pode-se dizer que a imagem tem força suficiente para transmitir o sentimento proposto? Para responder a essa pergunta, precisamos refletir sobre algumas questões: é possível perceber a tristeza na cena? O sentimento proposto é transmitido adequadamente? A comunicação é eficaz?

A pergunta, então, deixa de ser “a foto é ‘real’?”, no sentido mais documental do termo, no sentido de refletir precisamente o que se passava em um determinado momento. Será que é isso o mais importante em uma imagem? Provavelmente para jornalistas, cuja objetividade não deve ser questionada. Mas para a fotografia como arte, como expressão subjetiva do mundo interpretado pela lente do fotógrafo, defendo que a pergunta é irrelevante.

A foto deve ser, portanto, significativa para quem a observa, deve despertar sentimentos genuínos e manter o interesse do observador. Mais importante do que responder se “a foto é real?”, devemos nos atentar a responder: “A foto interessa/funciona?”.

Essa é apenas uma opinião. O que você acha? (comente! :-)

Olha o assunto aí de novo...

Olha o assunto aí de novo...


Tão perto, tão longe – e subjetividades

Pré-texto:

Decidi dividir o texto em 2 postagens diferentes porque, apesar de falarem da mesma foto, eles tratam de assuntos completamente diferentes; o primeiro tenta ser reflexivo, o segundo é técnico.

Acho que gostei do jeito que esse texto termina e não quis estragar o envolvimento que ele causa com a história interrompendo-o bruscamente com uma volta à realidade por meio da discussão no 2º texto. Tá explicado.

PS – Sei que esse post tem um tom meio melancólico, ele foi escrito há um bom tempo num desses eclipses parciais pelos quais passamos. Mesmo que não reflita meu estado de espírito atual, quis colocá-lo aqui, vai saber se não reflete o seu, né… :-)

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Separações geralmente são dolorosas, independente do motivo. Sonhos são adiados ou desfeitos; relacionamentos são interrompidos; expectativas, não alcançadas. A falibilidade humana torna-se transparentemente evidente; às vezes esquecemos que somos inescapavel e intrinsecamente humanos, para o bem e para o mal. Entretanto, ainda que difíceis, separações guardam lições valiosas que podemos assimilar e, com isso, progredir.

Tão Perto, Tão Longe

Em um momento anterior, houve união. Ambos juntos – namorados, amigos, sócios -, em torno de um objetivo comum, nesse caso representado pela árvore, que ancora a imagem. Pode-se deduzir que ambos já estiveram mais próximos a ela – mais que isso, ambos estão equidistantes dela.

Os galhos se expandem e delimitam o espaço do relacionamento, por assim dizer. Os dois ainda estão “debaixo” dela e de seus galhos, envolvidos de alguma maneira com aquela situação, mas não por muito tempo, se considerarmos seus movimentos e direções. Eles não apenas olham para direções opostas, parados e perplexos; mais que isso, já se puseram também em movimentos opostos e decididos. Foi-se já o momento de argumentações e reparações, perdido sabe-se lá onde. Se houve união, ela foi quebrada e está prestes a ser completamente dissolvida. Para os que observam de longe, não há muito o que fazer, senão lamentar e consolar.

Os por quês, esses não nos cabe conhecer, apenas especular. Rotina, falta de amor, brigas constantes, uma traição? Qualquer que seja o motivo, ele nos leva inescapavelmente à situação presente e ao cenário futuro: o que quer que os sustentava como um, não mais o faz.

E esse futuro tampouco pode ser traçado. Seus caminhos se afastarão para sempre ou ainda se cruzarão em algum momento?

Não temos respostas, apenas insinuações. Isso não é um filme, é uma fotografia. O resto do enredo não nos é dado, cabe a nós completá-lo.


Terra Ronca – uma sugestão para o feriado

Tem feriado chegando em outubro e novembro, que beleza! Se você quer sair da cidade e ainda não tem rumo definido, fica aqui uma sugestão: Terra Ronca!

Localizada a cerca de 400km de Brasília, São Domingos abriga o Parque Estadual Terra Ronca, um local onde não faltam cavernas – e aventuras!

5kg de ahn?!

5kg de ahn?!

O caminho para São Domingos é bem tranquilo, tirando os últimos 50km, em que se encara uma estrada de terra, digamos, razoável. Uma dica: convença um amigo seu a irem no carro dele (foi o que fizeram comigo! :-p). Se você estiver com amigos, aí é que o tempo passa rápido mesmo (especialmente se vocês tiverem acabado de inventar uma música que será repetida a todo momento durante a viagem!).

Já na chegada, somos recebidos pela caverna Terra Ronca e uma das maiores bocas de caverna do mundo. Nada mal mesmo…

Caverna Terra Ronca I

Caverna Terra Ronca I

Ficamos hospedados na pousada São Mateus e só tivemos elogios a fazer. Os donos são hospitaleiros, a comida é muito boa e eles tem ótimos contatos: foram eles que nos ajudaram a alugar a toyota* – você vai precisar de um carro grande para chegar às cavernas – e a arranjar o nosso guia (Valdin, o cara!).

As principais atrações do local são as cavernas, então esteja preparado para caminhadas, escaladas e, eventualmente, algumas braçadas. Sim, porque algumas cavernas possuem rios e você provavelmente precisará atravessar alguns deles. Aliás, você deve fazer isso, provavelmente são as partes mais divertidas da viagem :-)

Os dias são bem cansativos, já que os passeios nas cavernas demoram várias horas. Mas as noites não ficam para trás e proporcionam ótimos momentos. O clima de cidade do interior dá o tom e os donos até nos incentivaram a fazer um churrasquinho. Assim, ao som de um bom violão, debaixo de um céu estrelado espetacular e entre várias brincadeiras, a noite rende… :-)

Marcos, defina "divertido"...

Marcos, defina "divertido"...

Valtin, o guia que é o cara!

Valdin, o guia que é o cara!

Se você souber nadar, é melhor. Em um momento, quase perdi todo o meu equipamento fotográfico fazendo essa travessia, tentando nadar e manter uma mochila de 5kg fora d’água. É mais difícil do que parece…

Ainda mais bonito ao vivo!

Ainda mais bonito ao vivo!

Enfim, Terra Ronca definitivamente merece uma visita em um feriado prolongado. Você pode até chegar lá se perguntando “o que eu vim fazer aqui?!”; se for o caso, alguns poucos dias te farão mudar essa dúvida por outra: “por que eu não vim aqui antes?!”

Caverna em Terra Ronca

Caverna em Terra Ronca

*juro que não me lembro agora o nome do dono da toyota, mas o camarada é uma figuraça**! Aliás, não sei o que era melhor, o dono ou a picape. Em um determinado momento, presenciamos o seguinte diálogo (o melhor da viagem!):

Nós: – Caramba, hoje tá calor, né?! (estávamos dentro da picape e os vidros estavam fechados; havia chovido mais cedo)

– Pois é. Eu até abriria a janela, mas é que esqueci o alicate…

(silêncio… pessoas se entreolhando atônitas… risadas contidas… risadas escancaradas… pessoas passando mal de tanto rir…)

Essa é Terra Ronca!

** Atualizado: o nome do motorista é Washitinho (diminutivo de Washington :-). Valeu por lembrar, Filps!

Terra Ronca

Terra Ronca


Voltei a imprimir, finalmente!

Havia um bom tempo que eu não imprimia fotos, o que é uma pena, porque eu adoro ver as fotos em papel.

Alguns sabem que eu pretendo comprar minha própria impressora profissional. Afinal de contas, de que adianta caprichar em todas as fases anteriores (criação da imagem com técnica e equipamento adequados, calibração de monitor, edição…) e simplesmente colocar a imagem em algum laboratório de baixa qualidade?

Mas enquanto isso não acontece, faço questão de conhecer bem os locais onde imprimo e para isso já fiz alguns testes com imagens padrão para comparar a qualidade de diferentes laboratórios. Entre os poucos que comparei já tenho um favorito, mas como nada vem de graça, ele também é o mais caro :-/ Pra baixo volume não tem tanto problema, mas quando voltar a imprimir com frequência, preparem-se para me emprestar dinheiro :-)

Foto e moldura 1: Ave

Só imprimi 3 fotos, duas em 30x45cm e uma em 30x40cm. Gostei muito dos resultados! Nesse tamanho, não faz sentido imprimir e deixar as imagens guardadas em algum canto, portanto elas serão emolduradas e devidamente encaminhadas. Abaixo, estão as imagens em suas respectivas “molduras” (apenas um modelo, claro que as molduras serão reais, não digitais…). Torçam para que os respectivos novos donos gostem (um deles sou eu, então já é meio caminho andado). :-)

Clique nas imagens para visualizar em tamanho maior.

Foto e moldura 2: Metrô

Foto e moldura 3: Nascer do sol


Panasonic lança a GF1

No último dia 2 de setembro, a Panasonic lançou a nova DMC-GF1, uma câmera que adota o formato Micro Four Thirds (ou m4/3) que deve atrair muitos fotógrafos para a marca. Depois do sucesso da LX3 – uma compacta que caiu nas graças dos que procuram uma câmera pequena e com muitos recursos -, a GF1 busca atrair pela qualidade de imagem superior, bastante semelhante a uma DSLR, num corpo bem “enxuto” (119mm x 71mm x 36mm, aproximadamente 285g).

Panasonic GF1

Panasonic GF1

Panasonic GF1

Panasonic GF1

O segredo foi acabar com o prisma e todo o mecanismo que caracteriza as DSLR’s e seus visores óticos; assim, foi possível aproximar o encaixe da lente ao sensor (aproximadamente 4x menor que o de uma câmera full frame, mas quase 7x maior que os sensores das compactas), e o resultado é uma câmera bem menor do que mesmo as menores DSLR’s.

Panasonic GF1

Panasonic GF1

Para manter o conjunto câmera/lente no menor tamanho possível, a Panasonic também promete lentes igualmente diminutas. A primeira delas já foi anunciada: é uma 20mm F1.7 (equivalente a 40mm no padrão 35mm), que atende bem os que gostam de uma distância focal “normal”.

Lente 20mm F1.7 pancake

Lente 20mm F1.7 pancake

Certamente, outros fabricantes adotarão o modelo ditado pelo padrão m4/3 (além da GF1, a Olympus lançou em junho a EP-1), o que é uma renovação mais que bem vinda à indústria.

Mais informações nos sites do DPReview ou DCResource.

Atualização: O preço estimado da câmera é de 1.000 dólares, aproximadamente. Isso lá fora, pode acrescentar pelo menos 100% nesse valor ao comprar aqui dentro, ou seja, algo ali perto dos R$3.500,00, R$4.000,00…


Nova Canon 7D

Hoje foi lançada a mais nova candidata ao título de câmera mais avançada abaixo de U$2.000: a Canon 7D.

Canon 7D

18 megapixels, 8 frames por segundo, ISO 100-6400, vídeo em alta definição, LCD de alta resolução, controle de flashs externos e um visor enorme são apenas algumas das credenciais dessa câmera que vai disputar o mercado com Nikon D300S, Pentax K7 e Sony A850, entre outras. É uma câmera que está um nível acima da própria Canon 50D e parece ter como principal público-alvo pessoas que fotografam esportes e vida selvagem.

São tempos interessantes para os que procuram uma nova câmera, com vários lançamentos importantes nos últimos meses (além das já citadas, a Olympus causou um rebuliço com a EP-1 e a Leica promete lançar a M9 em 09.09.2009 [o pessoal de marketing lá não dá ponto sem nó!]). Isso sem falar das novas compactas…

Mais informações sobre a nova câmera da Canon no site do Rob Galbraith ou do DPReview.

Atualização: O preço dessa Canon vai girar em torno de U$1.700,00 nos EUA. Imagino que vai ultrapassar fácil os R$5.000,00 por essas bandas… pelo menos nas primeiras semanas. Se quiser comprar, espere a procura esfriar um pouco, essas câmeras costumam ter uma demanda imensa nos primeiros meses e aliviar um pouco depois disso.


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