Tão perto, tão longe – e subjetividades

Pré-texto:

Decidi dividir o texto em 2 postagens diferentes porque, apesar de falarem da mesma foto, eles tratam de assuntos completamente diferentes; o primeiro tenta ser reflexivo, o segundo é técnico.

Acho que gostei do jeito que esse texto termina e não quis estragar o envolvimento que ele causa com a história interrompendo-o bruscamente com uma volta à realidade por meio da discussão no 2º texto. Tá explicado.

PS – Sei que esse post tem um tom meio melancólico, ele foi escrito há um bom tempo num desses eclipses parciais pelos quais passamos. Mesmo que não reflita meu estado de espírito atual, quis colocá-lo aqui, vai saber se não reflete o seu, né… :-)

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Separações geralmente são dolorosas, independente do motivo. Sonhos são adiados ou desfeitos; relacionamentos são interrompidos; expectativas, não alcançadas. A falibilidade humana torna-se transparentemente evidente; às vezes esquecemos que somos inescapavel e intrinsecamente humanos, para o bem e para o mal. Entretanto, ainda que difíceis, separações guardam lições valiosas que podemos assimilar e, com isso, progredir.

Tão Perto, Tão Longe

Em um momento anterior, houve união. Ambos juntos – namorados, amigos, sócios -, em torno de um objetivo comum, nesse caso representado pela árvore, que ancora a imagem. Pode-se deduzir que ambos já estiveram mais próximos a ela – mais que isso, ambos estão equidistantes dela.

Os galhos se expandem e delimitam o espaço do relacionamento, por assim dizer. Os dois ainda estão “debaixo” dela e de seus galhos, envolvidos de alguma maneira com aquela situação, mas não por muito tempo, se considerarmos seus movimentos e direções. Eles não apenas olham para direções opostas, parados e perplexos; mais que isso, já se puseram também em movimentos opostos e decididos. Foi-se já o momento de argumentações e reparações, perdido sabe-se lá onde. Se houve união, ela foi quebrada e está prestes a ser completamente dissolvida. Para os que observam de longe, não há muito o que fazer, senão lamentar e consolar.

Os por quês, esses não nos cabe conhecer, apenas especular. Rotina, falta de amor, brigas constantes, uma traição? Qualquer que seja o motivo, ele nos leva inescapavelmente à situação presente e ao cenário futuro: o que quer que os sustentava como um, não mais o faz.

E esse futuro tampouco pode ser traçado. Seus caminhos se afastarão para sempre ou ainda se cruzarão em algum momento?

Não temos respostas, apenas insinuações. Isso não é um filme, é uma fotografia. O resto do enredo não nos é dado, cabe a nós completá-lo.

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