Arquivo do mês: dezembro 2010

Tá acabando…

2010 tá indo embora…

 

2011 tá chegando aí, bem devagarinho…

 

Feliz 2011 a todos!



Por que sua câmera compacta não desfoca o plano de fundo?

Muita gente gosta daquele tipo de foto que deixa o plano de fundo bem “borrado”, mantendo nítida apenas uma pequena parte da imagem. Entretanto, acho que  a maioria das pessoas têm dificuldade para fazê-las. Afinal de contas, por que é tão difícil fotografar com baixa profundidade de campo?

Baixa profundidade de campo geralmente propicia um clima mais suave/sereno para a imagem.

 

Afinal de contas, você sabe como o sensor da sua câmera afeta a imagem capturada?

Esse artigo tem como objetivo esclarecer uma diferença fundamental entre as categorias de câmeras, procurando responder à pergunta do título.

Para facilitar o entendimento, usarei um pequeno glossário que, longe de pretender abranger os conceitos de forma aprofundada, procurará esclarecer alguns termos que podem ser pouco conhecidos:
– Profundidade de campo (depth of field ou apenas DOF) é o comprimento do plano da imagem que está em foco e com uma nitidez considerada razoável.
– Distância focal é a distância entre o ponto de foco da lente e o sensor da câmera. Quanto maior é essa distância, menor é o ângulo para a formação da imagem; em termos práticos, a lente tem um alcance maior quanto maior é a sua distância focal.
Nesse artigo, tratatei de três tipos de câmeras, diferenciando-as basicamente pelo tamanho dos sensores:
– Câmeras compactas: as mais comuns, possuem sensores pequenos, geralmente de 6x4mm.
– Câmeras APS-C: possuem sensores de 24x16mm
– Câmeras Full Frame (FF): têm sensores de 36x24mm, tamanho igual ao dos filmes das câmeras analógicas mais comuns, também chamado de padrão 35mm.

Além desse pequeno glossário, é importante destacar a seguinte propriedade da ótica: mantidas constantes as demais variáveis, quanto maior é a distância focal, menor é a profundidade de campo e vice-versa. Isso é importante para o entendimento do processo, guardem essa informação.

Diferenciando pouca DOF (plano de foco bem reduzido)…

Canon 5D, 135mm (maior distância focal, menor ângulo do campo de visão)

 

(…) e muita DOF (quase tudo em foco):

Canon 5D, 21mm (menor distância focal, maior ângulo do campo de visão)

 

Dito isso, podemos esclarecer qual é a principal diferença entre câmeras DSLR – aquelas grandes que costumamos ver nas mãos de fotógrafos profissionais – e as nossas compactas de cada dia.

Canon 5D (DSLR Full Frame) x Canon G11 (compacta)

 

Qualquer resposta simples corre o risco de ser reducionista, mas eu apontaria o sensor como o principal desses elementos. É fato que as diferenças vão muito além disso: facilidade de uso, quantidade de recursos, possibilidade de troca de lentes, peso, tamanho etc… mas se nós fôssemos destacar o item que mais afeta a qualidade de imagem, certamente poderíamos citar o sensor utilizado. Não tanto a qualidade – visto que os sensores das câmeras compactas estão muito bons – mas principalmente a quantidade.

Por quantidade, me refiro à sua área. Câmeras compactas possuem sensores significativamente menores. Para dar uma ideia dessa diferença, seguem aqui as medidas dos tamanhos mais comumente utilizados:

Compactas: 1/2.3″ (área de 6,16 por 4,62mm) a 1/1.7″ (área de 7,6 por 5,7mm)
APS-C: 24mm de largura por 16mm de altura.
Full Frame: 36mm de largura por 24mm de altura.

Nesse link você pode visualizar a diferença de tamanho desses sensores. É considerável, né? Isso quer dizer que uma câmera Full Frame (como a Canon 5D e 1Ds; Nikon D3 e D700; Sony A900, entre outras) tem um sensor cuja área é 20 a 30 vezes maior que o de uma compacta e 2,2 vezes maior que o de uma câmera APS. Além de reflexos na nitidez da foto, na amplitude de exposição e no controle de ruído, isso afeta consideravelmente a profundidade de campo da imagem.

Por que isso acontece? Por causa da propriedade ótica que eu citei lá em cima e da equivalência de distâncias focais. O tamanho do sensor influencia a distância focal utilizada pela câmera, então acabamos falando de distância focal equivalente no padrão 35mm. A melhor maneira de exemplificar isso é observar essa “conversão” no barril da lente das câmeras compactas. Na Canon G11, note o número na parte de baixo do barril: 6,1-30,5mm (clique na imagem para ampliar). Essa é a cobertura de distância focal da câmera. Especificamente, essa G11 tem uma distância focal equivalente a 28-140mm no padrão 35mm. O que isso quer dizer: que para projetar uma imagem com campo de visão equivalente a uma foto feita por uma câmera FF com uma lente de 28mm, a G11 utiliza uma distância focal de apenas 6,1mm, ou 4,6 vezes menor. Isso faz sentido, visto que seu sensor tem um comprimento quase 5 vezes menor que o de uma câmera Full Frame.

Como falamos lá em cima, quanto menor é a distância focal, maior é a profundidade de campo. Logo, a profundidade de campo de uma câmera compacta é significativamente maior que a de uma APS ou uma Full Frame. E é por esse motivo – pelo fato de as compactas usarem distâncias focais significativamente menores – que você não consegue fazer aquelas imagens com plano de fundo desfocado.

Por fim, essas câmeras têm apresentado ínumeras evoluções nos últimos anos, tanto em termos de processamento, como em ergonomia e mesmo na qualidade de imagem. Em algumas situações específicas, é até difícil distinguir uma foto feita por uma Canon G11 de uma Canon 5D, por exemplo. Pra você que quer comprar sua nova compacta, essa é uma boa notícia. Mas também é importante conhecer as capacidades e limitações do nosso equipamento. E em relação a esse tópico, infelizmente não existem milagres óticos. Sensores pequenos = grande profundidade de campo.

Espero ter esclarecido um pouco o assunto. Qualquer dúvida, não deixe de perguntar! :-)


OT: Alguém me explica?

Olhei uma vez. Achei estranho, mas deixei pra lá. Continuei a conversar com duas colegas que esperavam comigo pra ver uma apresentação ao ar livre (por isso os banheiros públicos).

Papo vai, papo vem, e aquela imagem não saía da minha cabeça. Olho de novo. “O que é isso??”. Enfim, deixa pra lá…

Continuo a conversar, mas a essa altura algo está muito errado, eu estava obcecado com a imagem que já arranhava meu cerébro e não me deixava pensar em mais nada! Eu tinha que entender! “Meninas, não é por nada não, mas olhem aquilo ali (aponto pra imagem, abismado): alguma de vocês me explica?!”


Risadas…

Mais risadas…

Elas tinham que tirar uma foto, como não? Muitas outras risadas enquanto ambas fotografavam e tentavam entender a ilustração. Finalmente também me levanto e faço o clique para a posteridade.

Moral da história: nenhuma das duas conseguiu me explicar a cena. Eu também não tenho palavras pra elucidar o enigma, não sou mulher! Você que é, fique à vontade, mas fica a pergunta: como vocês fazem isso?!


Entre as nuvens

Tempo aberto, céu de brigadeiro… tão bom quando é assim! Nuvens brancas, pouco vento, o vôo passa e você nem percebe.

Mas é inevitável: as nuvens aparecem, hora ou outra. Às vezes tudo acontece tão de repente que nos pegam de surpresa… mas às vezes avistamos com antecedência, lá na frente, aquele tempo fechado que vamos enfrentar.

E de repente vêm a chuva, os relâmpagos, as turbulências! Você tenta se esquivar, mudar de rota, mas bem sabe que algumas coisas podem até ser adiadas, mas não evitadas.


E isso é tão comum em nossas vidas, não? É até angustiante olhar para trás e recordar o período tão tranquilo que passou há pouco e que agora, minuto a minuto,  torna-se uma memória cada vez mais distante. Nos perguntamos: “estou preparado? Será que eu aguento?”. Num piscar de olhos, quando menos se espera, já estamos encharcados! E querendo ou não, elas chegaram: é preciso aprender a lidar com as tais nuvens.

Ainda não descobri como evitar essas tempestades; sinceramente, nem pretendo. Evitar a chuva me parece significar também impedir o crescimento que surge após ela e que nos prepara e amadurece para outras tantas situações que, inevitavelmente, viveremos.

Se não dá pra evitar, então fazer o quê? Quem dera fosse expert em conselhos, não sou psicólogo*. Mas já vivi o suficiente para saber: ela passa! Hora ou outra, o arco-íris aparece. Ou pelo menos a chuva estia e você já pode começar a secar a cabeleira e remarcar a chapinha :-)  (se você não for mulher, desconsidere este conselho. Sério, desconsidere! Sério!!!).


Mas enquanto ela não passa, lembre-se que não chove em todo lugar o tempo todo. Procure novas perspectivas, diferentes maneiras de entender e lidar com os “tempos fechados”. Afinal de contas, as nuvens estão mais claras em algum lugar, mesmo que você ainda não perceba. Acima da chuva, acima das nuvens, o céu de brigadeiro continua!

Então, calma. Ou em palavras tão mais poéticas e bonitas que as minhas, declaradas por Jorge Drexler em sua belíssima música La edad del cielo:

“Calma,
todo está en calma,
deja que el beso dure,
deja que el tiempo cure,
deja que el alma
tenga la misma edad
que la edad del cielo.”

 

*Ou sou? :-)


Que mané 45 minutos…

Esse é o tempo da exposição mais longa que já fiz até agora: 45 minutos (não tenho como anexá-la aqui nesse momento, mas depois atualizo o post acrescentando a foto. Essa aí de baixo tem só 4 minutos).

45 minutos são exatos 2.700 segundos. Muito, né?

Ahan… ahan…

Eu estava me achando com minhas “longas exposições”… 4, 10, 25, 45 minutos. Claro que sabia que outros fotógrafos têm feito exposições bem maiores e melhores, superiores a 10 horas. Mas não estava preparado para isso:

As exposições fotográficas mais longas da história.

Esse excelente artigo de Stefan Klenke começa falando de uma exposição de 6 meses. E essa é a menorzinha… não vou escrever muito aqui para não estragar a surpresa, porém as fotografias que mais me impressionaram foram as de construções de prédios, é possível perceber o tempo passando conforme os andares vão sendo construídos num período de mais de 2 anos! Surreal e impressionante!

Eu sabia que ainda estava longe de dominar essa técnica, mas não tão longe! Me senti no banco de acusação do Jack Nicholson em “Questão de honra”:

“You want the truth?! You can’t handle the truth! Que mané 45 minutos*!”

(*) A última frase pode ter sido levemente alterada em relação ao diálogo original. :-p


Webinars do Blurb

Blurb (www.blurb.com) é um site com uma proposta muito interessante: crie  e compartilhe seus livros!

Apesar de haver a opção de se criar livros contendo apenas textos, sem nenhuma imagem, o foco do site é, sem dúvida, a criação de fotolivros; ou seja, publicações com foco prioritário em fotografia. Há opções para todos os gostos, desde livros de 18x18cm até publicações com papeis especiais, capas duras e em tamanhos de 28x33cm.

Em outra postagem, falarei com mais detalhes sobre as vantagens de transformar em livro suas fotos favoritas. Nesse momento, quero destacar um outro conteúdo muito bacana do site: os webinars.

Webinars nada mais são do que pequenos seminários realizados online. Já me inscrevi em um e certamente participarei de outros. O pessoal do Blurb tem uma ferramente bem interessante para a participação nesses eventos. Ao invés de sermos apenas espectadores, há a opção de fazer perguntas ao vivo, durante a realização do webinar.

Naturalmente, o conteúdo desses seminários é voltado principalmente para a produção das publicações, mas há material muito bom mesmo que para quem não tenha interesse imediato em editar seu próprio livro. Por exemplo, no próximo dia 7 de dezembro* acontecerá o webinar com o tema “Learn Photography Secrets for Your Next Blurb Book from a Pro“. Segundo o site, os focos principais serão dicas de composição, luz e edição básica. Nada mal! Eles também têm um interesse grande pelo ajuste adequado de cores nas imagens, o que é interessante pra qualquer um que lide minimamente com edição de fotos.

Esses webinars são gratuitos, você só precisa se inscrever previamente. E o mais legal: quando você assiste a uma dessas aulas, ganha um bom desconto na publicação do seu livro! Melhor que isso, só dois disso!

Uma última informação: é tudo em inglês, o site e os seminários, o que não é um grande problema para a  maioria das pessoas não chamadas Joel Santana ;-)

 

(*) Acabei de perceber que 7 de dezembro é hoje! Não tem problema! Para os que não conseguem assistir aos webinars ao vivo, o site disponibiliza, depois de um tempinho, os vídeos de seminários anteriores. Mais fácil que isso, só zoar o “Curíntia”**!

(**) Quem não recebeu pelo menos uns 12 e-mails hoje esculachando os caras pelo Centenário “Semternada”?! Quase fiquei com pena deles… quase. :-)


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