Os tais 45 minutos

Há um tempo atrás – mais precisamente, nesse dia -, eu falei um pouco sobre exposições longas e prometi postar a minha foto de 45 minutos. Ao invés de apenas anexa-la aqui, vou contar a história dela.

Ela foi feita em 11 de junho do ano passado, em uma viagem que fiz com um grande amigo. Nessa foto abaixo, procurei retratá-lo em seu melhor ângulo:

Neander, no escuro e em contra-luz: seu melhor ângulo*! :-p

(*) Não, nada de “tadinho dele!”. Sim, ele mereceu. Sim, eu já comi um naco de raiz forte do tamanho de uma laranja por culpa dele. Moving on…

Fizemos uma expedição fotográfica (recomendo para os amantes de fotografia!) e, numa viagem como essa, não faltam situações para fazer imagens, considerando que você está lá exatamente para isso! Sem outros compromissos, é mais fácil planejar e aproveitar as oportunidades. Com isso em mente, definimos algumas saídas noturnas para fotografar.

No primeiro dia, fiz um banner involuntário para a Ford. Procurando fotografar o carro e o céu, não era possível planejar os outros automóveis passando, considerando que a exposição foi de 2 minutos. No fim das contas, o efeito dos farois “pintando” o fundo  ficou muito bom.

“Banner da Ford”. Em 2 minutos, já é possível perceber o movimento das estrelas.

 

Na mesma noite, continuamos com as exposições longas para capturar o movimento das estrelas. Para isso, quis um primeiro plano mais rústico, combinando com o ambiente. Essa foi de 10 minutos.

Em 10 minutos, o movimento das estrelas fica bem aparente.

 

Na noite seguinte, nova saída. Queríamos uma exposição ainda mais longa e aproveitamos o dia para pesquisar bons locais para fotografar. Achamos essa árvore que serviria para compor a imagem.

Luz do farol do carro em uma exposição longa?? Hmmm… acho que não.

 

Fazer uma foto como essa não é exatamente fácil. São necessárias várias tentativas para 1. calcular a exposição correta; 2. achar a mehor composição e o posicionamento; 3. definir o uso de luz externa, entre outros. Mesmo assim, há uma possibilidade razoável de erro em cada uma dessas variáveis.

Foto de teste para calcular a exposição correta. Uma preocupação a menos!

 

Finalmente, vamos à imagem. Considerando o tempo, não é possível fazer várias tentativas. Não pela espera em si, já que a hora passa voando se você estiver acompanhado, mas pela bateria da câmera. De fato, só tivemos uma chance para fazer a foto. A do Neander, infelizmente ficou bem manchada (alguém esqueceu de tirar o filtro ultra arranhado da lente , aí fica difícil…). A minha não manchou, mas ficou com muito ruído por causa do longo tempo de exposição (o sensor aquece e isso aumenta o ruído da imagem). O resultado colorido foi esse:

Estrelas em formato radial. Isso não é uma coincidência.

 

Para diminuir esse problema do ruído, preferi convertê-la para P&B, achei que ficou melhor.

Resultado final: 45 minutos bem utilizados!

 

Apesar das limitações, gostei do resultado! Ah, você sabia que a linha que as estrelas desenham varia de acordo com a posição da câmera em relação a elas? Usei um GPS para definir a posição, já que queria esse formato radial. É possível também que as estrelas desçam retas ou levemente inclinadas, dependendo da direção da câmera.

FotodaFoto também é ciência! :-)


FotodaTécnica: Profundidade de Campo

Na postagem “Por que sua câmera compacta não desfoca o plano de fundo?”, discutimos um pouco das limitações de câmeras compactas na separação de diferentes planos. Continuando esse tema, gostaria de explorar um pouco mais a Profundidade de Campo (Depth of Field ou apenas DOF), incluindo diversas imagens para exemplificar os possíveis elementos que a afetam.

Primeiramente, quero frisar que não há mistério. Conhecendo as possíveis variáveis que afetam a DOF, você pode manipulá-la da maneira que quiser e passa a ter um controle bem maior sobre o processo de criação de imagem.

Existem três variáveis que afetam a profundidade de campo:

1. Abertura da lente

2. Distância focal

3. Distância de foco

Vamos diferenciá-las. Abertura (aperture) da lente é literal e auto-explicativo: em termos simples, é o diâmetro da abertura que permite a entrada da luz no sensor/filme. Esse diâmetro não é fixo e pode ser controlado pelo fotógrafo. Ela é representada por um número antecedido da letra F (exemplo: F2.8, F4, F8, F11 etc). Atenção: quanto maior é a abertura, menor é o f-stop, esse número de que falei acima. Ou seja: F2.8 é uma abertura MAIOR do que F11.

Distância focal (focal distance), como discutido no outro artigo, é a distância entre o ponto de foco da lente e o sensor da câmera. Pense assim: quanto maior o “zoom”, maior a distância focal (essa definição é apenas para fins explicativos, ok? Na verdade, zoom é outra coisa, mas vamos usar esse termo porque todo mundo conhece). Exemplos de distâncias focais são 50mm, 135mm, 200mm etc.

Distância de foco (focus distance) é a distância entre o sensor/filme e o ponto de foco da câmera. Isso, claro, muda toda hora: se você foca em algo próximo – como em uma pessoa para fazer um retrato -, a distância de foco é curta; se for fotografar uma paisagem distante, a distância de foco é longa.

Sendo simples e direto (anote aí), mantidas as demais variáveis:

1. Quanto maior a abertura, menor a profundidade de campo;

2. Quanto maior a distância focal, menor a profundidade de campo;

3. Quanto maior a distância de foco, maior a profundidade de campo.

Pronto, você sabe o que afeta a DOF de uma imagem, é simples assim! Como já havia falado no artigo de câmeras compactas, elas usam uma distância focal muito pequena, o que explica a profundidade de campo tão grande que praticamente não pode ser manipulada.

Agora vamos a alguns exemplos. Para comparar as diferenças citadas acima, eu utilizei a Canon 5D, que é uma câmera Full Frame, com o sensor do mesmo tamanho das câmeras analógicas mais comuns. Ela permite um excelente controle de DOF, então fica mais fácil destacar as diferenças. Ao final eu também comparo, na prática, qual é a diferença entre uma câmera dessas e uma compacta, em termos de DOF.

Canon 5D e Canon G11

 

Inicialmente, vamos comparar uma série de aberturas: F4, F11 e F22. Repare que, quanto maior a abertuta (e menor o número), menor é a profundidade de campo. As outras variáveis foram mantidas.

Canon 5D, iso100, 1/30s, 80mm, F4

Canon 5D, iso100, 1/30s, 80mm, F11

Canon 5D, iso100, 1s, 80mm, F22

Dá pra perceber que as casas ao fundo começam a aparecer conforme diminui a abertura da lente. Para visualizar melhor, clique nas fotos.

Agora, vamos comparar a diferença causada pela mudança da distância focal. As outras variáveis foram mantidas.

Canon 5D, iso100, 1/40s, F5.6, 24mm

Canon 5D, iso100, 1/40s, F5.6, 55mm

Canon 5D, iso100, 1/40s, F5.6, 105mm

Novamente, a diferença é clara. A única alteração que fiz, nesse caso, foi aumentar a distância focal. A corrente está sempre em foco, mas repare como as casas ao fundo vão gradativamente desfocando.

Finalmente, comparemos a distância de foco. Nesse caso, a única variação consistiu em mudar o ponto de foco de primeiro para o terceiro “trem” (Tijolo? Pedra? Sei lá, vai “trem” mesmo :-)

Canon 5D, iso100, 1/13s, , 80mm, F8

Canon 5D, iso100, 1/13s, , 80mm, F8

Com o ponto de foco mais próximo, o tijolo já aparece meio desfocado, o trem do meio também. Com o foco mais distante, as casas ao fundo ficam menos borradas, o trem do meio também e o tijolo está quase igual. Você poderia achar que é porque os trens de trás estão mais próximos um do outro, mas isso é impressão causada pela perspectiva, os três estão quase equidistantes.

 

Por último, é interessante comparar também câmeras com sensores de tamanhos diferentes, mas ajustadas com configurações semelhantes:

Canon G11, iso100, 1/20s, F4, 18mm (equivalente a 82mm no padrão Full Frame)

Canon 5D, iso100, 1/20s, F4, 73mm


Procurei ajustar as câmeras da forma mais próxima possível. Há uma pequena diferença na distância focal, o que não atrapalha a comparação. Na verdade, isso até favorece a G11, dando a ela um DOF menor devido à maior distância focal. Ainda assim, dá pra perceber que a diferença é significativa.

Como falei anteriormente, não há mistério. Pode demorar um pouco para assimilar essas informações, mas depois que isso acontece, todo o processo de controle de DOF se torna automático e intuitivo. É claro que esse conhecimento não irá surpreendentemente mudar a capacidade da sua câmera, seja ela uma compacta ou DSLR. Mas pode te ajudar a reconhecer maneiras de controlar esse elemento tão importante na fotografia, usando-o a seu favor na composição de uma imagem.

Boas fotos!


Tá acabando…

2010 tá indo embora…

 

2011 tá chegando aí, bem devagarinho…

 

Feliz 2011 a todos!



Por que sua câmera compacta não desfoca o plano de fundo?

Muita gente gosta daquele tipo de foto que deixa o plano de fundo bem “borrado”, mantendo nítida apenas uma pequena parte da imagem. Entretanto, acho que  a maioria das pessoas têm dificuldade para fazê-las. Afinal de contas, por que é tão difícil fotografar com baixa profundidade de campo?

Baixa profundidade de campo geralmente propicia um clima mais suave/sereno para a imagem.

 

Afinal de contas, você sabe como o sensor da sua câmera afeta a imagem capturada?

Esse artigo tem como objetivo esclarecer uma diferença fundamental entre as categorias de câmeras, procurando responder à pergunta do título.

Para facilitar o entendimento, usarei um pequeno glossário que, longe de pretender abranger os conceitos de forma aprofundada, procurará esclarecer alguns termos que podem ser pouco conhecidos:
– Profundidade de campo (depth of field ou apenas DOF) é o comprimento do plano da imagem que está em foco e com uma nitidez considerada razoável.
– Distância focal é a distância entre o ponto de foco da lente e o sensor da câmera. Quanto maior é essa distância, menor é o ângulo para a formação da imagem; em termos práticos, a lente tem um alcance maior quanto maior é a sua distância focal.
Nesse artigo, tratatei de três tipos de câmeras, diferenciando-as basicamente pelo tamanho dos sensores:
– Câmeras compactas: as mais comuns, possuem sensores pequenos, geralmente de 6x4mm.
– Câmeras APS-C: possuem sensores de 24x16mm
– Câmeras Full Frame (FF): têm sensores de 36x24mm, tamanho igual ao dos filmes das câmeras analógicas mais comuns, também chamado de padrão 35mm.

Além desse pequeno glossário, é importante destacar a seguinte propriedade da ótica: mantidas constantes as demais variáveis, quanto maior é a distância focal, menor é a profundidade de campo e vice-versa. Isso é importante para o entendimento do processo, guardem essa informação.

Diferenciando pouca DOF (plano de foco bem reduzido)…

Canon 5D, 135mm (maior distância focal, menor ângulo do campo de visão)

 

(…) e muita DOF (quase tudo em foco):

Canon 5D, 21mm (menor distância focal, maior ângulo do campo de visão)

 

Dito isso, podemos esclarecer qual é a principal diferença entre câmeras DSLR – aquelas grandes que costumamos ver nas mãos de fotógrafos profissionais – e as nossas compactas de cada dia.

Canon 5D (DSLR Full Frame) x Canon G11 (compacta)

 

Qualquer resposta simples corre o risco de ser reducionista, mas eu apontaria o sensor como o principal desses elementos. É fato que as diferenças vão muito além disso: facilidade de uso, quantidade de recursos, possibilidade de troca de lentes, peso, tamanho etc… mas se nós fôssemos destacar o item que mais afeta a qualidade de imagem, certamente poderíamos citar o sensor utilizado. Não tanto a qualidade – visto que os sensores das câmeras compactas estão muito bons – mas principalmente a quantidade.

Por quantidade, me refiro à sua área. Câmeras compactas possuem sensores significativamente menores. Para dar uma ideia dessa diferença, seguem aqui as medidas dos tamanhos mais comumente utilizados:

Compactas: 1/2.3″ (área de 6,16 por 4,62mm) a 1/1.7″ (área de 7,6 por 5,7mm)
APS-C: 24mm de largura por 16mm de altura.
Full Frame: 36mm de largura por 24mm de altura.

Nesse link você pode visualizar a diferença de tamanho desses sensores. É considerável, né? Isso quer dizer que uma câmera Full Frame (como a Canon 5D e 1Ds; Nikon D3 e D700; Sony A900, entre outras) tem um sensor cuja área é 20 a 30 vezes maior que o de uma compacta e 2,2 vezes maior que o de uma câmera APS. Além de reflexos na nitidez da foto, na amplitude de exposição e no controle de ruído, isso afeta consideravelmente a profundidade de campo da imagem.

Por que isso acontece? Por causa da propriedade ótica que eu citei lá em cima e da equivalência de distâncias focais. O tamanho do sensor influencia a distância focal utilizada pela câmera, então acabamos falando de distância focal equivalente no padrão 35mm. A melhor maneira de exemplificar isso é observar essa “conversão” no barril da lente das câmeras compactas. Na Canon G11, note o número na parte de baixo do barril: 6,1-30,5mm (clique na imagem para ampliar). Essa é a cobertura de distância focal da câmera. Especificamente, essa G11 tem uma distância focal equivalente a 28-140mm no padrão 35mm. O que isso quer dizer: que para projetar uma imagem com campo de visão equivalente a uma foto feita por uma câmera FF com uma lente de 28mm, a G11 utiliza uma distância focal de apenas 6,1mm, ou 4,6 vezes menor. Isso faz sentido, visto que seu sensor tem um comprimento quase 5 vezes menor que o de uma câmera Full Frame.

Como falamos lá em cima, quanto menor é a distância focal, maior é a profundidade de campo. Logo, a profundidade de campo de uma câmera compacta é significativamente maior que a de uma APS ou uma Full Frame. E é por esse motivo – pelo fato de as compactas usarem distâncias focais significativamente menores – que você não consegue fazer aquelas imagens com plano de fundo desfocado.

Por fim, essas câmeras têm apresentado ínumeras evoluções nos últimos anos, tanto em termos de processamento, como em ergonomia e mesmo na qualidade de imagem. Em algumas situações específicas, é até difícil distinguir uma foto feita por uma Canon G11 de uma Canon 5D, por exemplo. Pra você que quer comprar sua nova compacta, essa é uma boa notícia. Mas também é importante conhecer as capacidades e limitações do nosso equipamento. E em relação a esse tópico, infelizmente não existem milagres óticos. Sensores pequenos = grande profundidade de campo.

Espero ter esclarecido um pouco o assunto. Qualquer dúvida, não deixe de perguntar! :-)


OT: Alguém me explica?

Olhei uma vez. Achei estranho, mas deixei pra lá. Continuei a conversar com duas colegas que esperavam comigo pra ver uma apresentação ao ar livre (por isso os banheiros públicos).

Papo vai, papo vem, e aquela imagem não saía da minha cabeça. Olho de novo. “O que é isso??”. Enfim, deixa pra lá…

Continuo a conversar, mas a essa altura algo está muito errado, eu estava obcecado com a imagem que já arranhava meu cerébro e não me deixava pensar em mais nada! Eu tinha que entender! “Meninas, não é por nada não, mas olhem aquilo ali (aponto pra imagem, abismado): alguma de vocês me explica?!”


Risadas…

Mais risadas…

Elas tinham que tirar uma foto, como não? Muitas outras risadas enquanto ambas fotografavam e tentavam entender a ilustração. Finalmente também me levanto e faço o clique para a posteridade.

Moral da história: nenhuma das duas conseguiu me explicar a cena. Eu também não tenho palavras pra elucidar o enigma, não sou mulher! Você que é, fique à vontade, mas fica a pergunta: como vocês fazem isso?!


Entre as nuvens

Tempo aberto, céu de brigadeiro… tão bom quando é assim! Nuvens brancas, pouco vento, o vôo passa e você nem percebe.

Mas é inevitável: as nuvens aparecem, hora ou outra. Às vezes tudo acontece tão de repente que nos pegam de surpresa… mas às vezes avistamos com antecedência, lá na frente, aquele tempo fechado que vamos enfrentar.

E de repente vêm a chuva, os relâmpagos, as turbulências! Você tenta se esquivar, mudar de rota, mas bem sabe que algumas coisas podem até ser adiadas, mas não evitadas.


E isso é tão comum em nossas vidas, não? É até angustiante olhar para trás e recordar o período tão tranquilo que passou há pouco e que agora, minuto a minuto,  torna-se uma memória cada vez mais distante. Nos perguntamos: “estou preparado? Será que eu aguento?”. Num piscar de olhos, quando menos se espera, já estamos encharcados! E querendo ou não, elas chegaram: é preciso aprender a lidar com as tais nuvens.

Ainda não descobri como evitar essas tempestades; sinceramente, nem pretendo. Evitar a chuva me parece significar também impedir o crescimento que surge após ela e que nos prepara e amadurece para outras tantas situações que, inevitavelmente, viveremos.

Se não dá pra evitar, então fazer o quê? Quem dera fosse expert em conselhos, não sou psicólogo*. Mas já vivi o suficiente para saber: ela passa! Hora ou outra, o arco-íris aparece. Ou pelo menos a chuva estia e você já pode começar a secar a cabeleira e remarcar a chapinha :-)  (se você não for mulher, desconsidere este conselho. Sério, desconsidere! Sério!!!).


Mas enquanto ela não passa, lembre-se que não chove em todo lugar o tempo todo. Procure novas perspectivas, diferentes maneiras de entender e lidar com os “tempos fechados”. Afinal de contas, as nuvens estão mais claras em algum lugar, mesmo que você ainda não perceba. Acima da chuva, acima das nuvens, o céu de brigadeiro continua!

Então, calma. Ou em palavras tão mais poéticas e bonitas que as minhas, declaradas por Jorge Drexler em sua belíssima música La edad del cielo:

“Calma,
todo está en calma,
deja que el beso dure,
deja que el tiempo cure,
deja que el alma
tenga la misma edad
que la edad del cielo.”

 

*Ou sou? :-)


Que mané 45 minutos…

Esse é o tempo da exposição mais longa que já fiz até agora: 45 minutos (não tenho como anexá-la aqui nesse momento, mas depois atualizo o post acrescentando a foto. Essa aí de baixo tem só 4 minutos).

45 minutos são exatos 2.700 segundos. Muito, né?

Ahan… ahan…

Eu estava me achando com minhas “longas exposições”… 4, 10, 25, 45 minutos. Claro que sabia que outros fotógrafos têm feito exposições bem maiores e melhores, superiores a 10 horas. Mas não estava preparado para isso:

As exposições fotográficas mais longas da história.

Esse excelente artigo de Stefan Klenke começa falando de uma exposição de 6 meses. E essa é a menorzinha… não vou escrever muito aqui para não estragar a surpresa, porém as fotografias que mais me impressionaram foram as de construções de prédios, é possível perceber o tempo passando conforme os andares vão sendo construídos num período de mais de 2 anos! Surreal e impressionante!

Eu sabia que ainda estava longe de dominar essa técnica, mas não tão longe! Me senti no banco de acusação do Jack Nicholson em “Questão de honra”:

“You want the truth?! You can’t handle the truth! Que mané 45 minutos*!”

(*) A última frase pode ter sido levemente alterada em relação ao diálogo original. :-p


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