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História de uma nuvem

É engraçado como as coisas acontecem. Hoje fui fotografar um pouco porque havia uma nuvem muito diferente no céu: primeiro, ela estava bem clara e contrastando com um fundo bastante escuro; além disso, dentro dela estava relampejando, sendo que o céu estava todo claro!

40mm, F4.0, 6 segundos.

Tripé em mãos, lá fui eu começar a fotografar. Em no máximo 15 minutos, a nuvem tinha se dissipado e a cena deixou de ser interessante. Quando fui colocar as fotos no computador para escolher as melhores, comecei a passar rapidamente por elas e vi que, sem querer, tinha feito uma sequência do seu movimento, desde o momento em que ela estava bem compacta até quando ela quase se dissipava no céu.

Nunca tinha feito um vídeo a partir de sequências de imagens, mas depois de ler um tutorial e 10 minutinhos organizando as fotos, saiu alguma coisa. Gostei, apesar de não ter tido qualquer preocupação de uniformizá-las (sem paciência pra normalizar 45 imagens!).

Esse foi o resultado: 43 fotos e 9 minutos de nuvem.

Nesse link a qualidade está melhor; de qualquer forma, tem uma versão no youtube também:


Entre as nuvens

Tempo aberto, céu de brigadeiro… tão bom quando é assim! Nuvens brancas, pouco vento, o vôo passa e você nem percebe.

Mas é inevitável: as nuvens aparecem, hora ou outra. Às vezes tudo acontece tão de repente que nos pegam de surpresa… mas às vezes avistamos com antecedência, lá na frente, aquele tempo fechado que vamos enfrentar.

E de repente vêm a chuva, os relâmpagos, as turbulências! Você tenta se esquivar, mudar de rota, mas bem sabe que algumas coisas podem até ser adiadas, mas não evitadas.


E isso é tão comum em nossas vidas, não? É até angustiante olhar para trás e recordar o período tão tranquilo que passou há pouco e que agora, minuto a minuto,  torna-se uma memória cada vez mais distante. Nos perguntamos: “estou preparado? Será que eu aguento?”. Num piscar de olhos, quando menos se espera, já estamos encharcados! E querendo ou não, elas chegaram: é preciso aprender a lidar com as tais nuvens.

Ainda não descobri como evitar essas tempestades; sinceramente, nem pretendo. Evitar a chuva me parece significar também impedir o crescimento que surge após ela e que nos prepara e amadurece para outras tantas situações que, inevitavelmente, viveremos.

Se não dá pra evitar, então fazer o quê? Quem dera fosse expert em conselhos, não sou psicólogo*. Mas já vivi o suficiente para saber: ela passa! Hora ou outra, o arco-íris aparece. Ou pelo menos a chuva estia e você já pode começar a secar a cabeleira e remarcar a chapinha :-)  (se você não for mulher, desconsidere este conselho. Sério, desconsidere! Sério!!!).


Mas enquanto ela não passa, lembre-se que não chove em todo lugar o tempo todo. Procure novas perspectivas, diferentes maneiras de entender e lidar com os “tempos fechados”. Afinal de contas, as nuvens estão mais claras em algum lugar, mesmo que você ainda não perceba. Acima da chuva, acima das nuvens, o céu de brigadeiro continua!

Então, calma. Ou em palavras tão mais poéticas e bonitas que as minhas, declaradas por Jorge Drexler em sua belíssima música La edad del cielo:

“Calma,
todo está en calma,
deja que el beso dure,
deja que el tiempo cure,
deja que el alma
tenga la misma edad
que la edad del cielo.”

 

*Ou sou? :-)


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